segunda-feira, 24 de março de 2014

PLANÔNICO

O amor dela nunca terei
Daria tudo cuja esta,
a quem o mundo guardei

- Que mundo? -

Os que com poesia pus a fazer
Nessa  presença distante,
vivo querendo-te, sem te ter

quinta-feira, 20 de março de 2014

PAIXÃO

Tinha tudo para não gostar de ti
Por lembrares amores passados
que vi agonizar calado, coração

Mas em quem tenho pensado?
Sou todo emaranhado, confusão
Paixão é bagunça, não razão

sexta-feira, 14 de março de 2014

MATEMÁTICA

Na matemática de meus versos
escrevo sobre como é a vida.
Não sou bom nem em português
Na vida, incógnita, nunca encontrei.

Lia poeticamente as fórmulas
O que dessa vida sei?
Na interpretação viajei, suponho.
Tudo que faço, sonho.

domingo, 26 de janeiro de 2014

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

ONDA

Soa como onda seu nome [sonoramente]
Flutua no ar e some
Vai e vem a navegar
Na inquietude do teu ser, há mar?

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

EXISTÊNCIA

De tanto querer ser tudo
Trago aprendizado nenhum
Sou como livro para quem não lê
Vivi entre aspas, não vivi, sonhei...
No sarcasmo da existência inexistente
Escrevo versos como sou; E esvazio...
Despi de alma para ser feliz
Assim, como nada, existo.

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

CONSIGO

Consigo o que quero
Porque não quero nada.
Quando queria, tinha;
E isso não me complicava.

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

CRIANÇA

Conquistar o mundo? Não, ser invisível...
Quem nunca quando criança sonhou ser invisível,
fazer o que quiser sem julgamento, puxões de orelha?
Brechar meninas, roubar fruta nos pomares
limpar o nariz, ser quem se é...
A alma insonte de uma criança, sem pretensões,
viver descobrindo as coisas aos poucos.
Tudo novo, maravilhante e diferente.
Experimentar os vários mundos, viver.
Mas aí crescemos e nos dão um mundo,
esse que sequer escolhemos, pré fabricado, turvo e cinza.
Em meio essa 'turvidão' há os que vivem para destacar-se,
aparecer em meio a toda neblina, e consumida pela mesma.
E quando alcançam, o que encontram?! O que fazem com isso?!
Descobrem-se crianças de novo, mas já com
 os olhos fatigados e verdadeiramente turvos, voltam a estaca zero.
A vida e suas ironias...Não, não quero aparecer!
Quero ser invisível, sereno e criança.

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

O SIMPLES

As pessoas vivem como se a complexidade humana fosse simples,
não sabendo que a simplicidade é produto final de algo complexo.
Triste viver uma vida inteira de um só ponto de vista.

DIVINA FOGUEIRA

Ser fogo que não queima Dourada é a pele que lampeja Levanta a poeira, meu batalhão. E a água arde a garganta Energia que vibra e levan...